Science Biotech e pesquisadores Erick J. R. Silva, Margarida Fardilha e Antoniel A. S. Gomes iniciam projeto para desenvolver contraceptivo masculino não-hormonal

Science Biotech e pesquisadores Erick J. R. Silva, Margarida Fardilha e Antoniel A. S. Gomes iniciam projeto para desenvolver contraceptivo masculino não-hormonal

A Science Biotech, em parceria com os pesquisadores Erick J. R. Silva (UNESP-Botucatu), Margarida Fardilha (Universidade de Aveiro, Portugal), Antoniel A. S. Gomes (Université de Lorraine, França), inicia um projeto visando desenvolver um novo contraceptivo masculino não-hormonal. O acesso universal a serviços e produtos de saúde reprodutiva para mulheres e homens, incluindo contracepção, faz parte dos objetivos #3 e #5 da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. Apesar da variedade de métodos contraceptivos disponíveis, a maioria para mulheres, quase 100 milhões de gestações não planejadas (~50% do total) são registradas anualmente. 

Os homens têm acesso limitado a métodos de controle de qualidade (apenas o preservativo e a vasectomia estão disponíveis no mercado). A indisponibilidade de uma “pílula anticoncepcional masculina” alimenta o fardo das mulheres na condução do planejamento familiar e as expõe aos riscos de efeitos adversos de medicamentos anticoncepcionais, contribuindo para desigualdade de gênero e perpetuação de preconceitos contra as mulheres. O desenvolvimento de novos contraceptivos masculinos pode melhorar esse cenário, representando um passo importante rumo à saúde reprodutiva e ao planejamento familiar plenos.

Um fármaco contraceptivo masculino ideal deve inibir a fertilidade de forma rápida, reversível e segura, interferindo em processos vitais para a reprodução, como a espermatogênese e a motilidade espermática. Atualmente a estratégia mais utilizada se baseia em métodos hormonais, com o uso de análogos da testosterona e progesterona, contudo, apresentam limitações envolvendo latência ao efeito farmacológico, eficácia variável e efeitos adversos. Nesse contexto, alvos farmacológicos não hormonais tornam-se alternativas promissoras para a “pílula” masculina. 

A parceria entre a Science Biotech e cientistas especialistas em Farmacologia e Bioquímica da Reprodução e em Biologia Estrutural da UNESP/Botucatu, Universidade de Aveiro/PT e Universidade de Lorraine/FR, representa um avanço rumo à expansão do repertório de medicamentos contraceptivos e do conhecimento sobre a biologia reprodutiva masculina, com o apoio formalizado via Programa de bolsas de pós-graduação em inovação do CNPq (MAI/DAI). Trata-se de uma inovação radical que objetiva a síntese de uma nova molécula (New Chemical Entity) com mecanismo de ação inédito, destacando o espírito inovador da Science Biotech. O projeto já se encontra em andamento, com resultados preliminares promissores, e que serão em breve publicados, para uso do pedido de patente em elaboração.

Estima-se que o valor de mercado de um produto como esse, inovação radical, seja em torno de mais de US$31 bilhões, e que a primeira patente seja depositada ao final do 1 semestre, com base nos avanços do projeto.

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